Sensemaking é o nome dado pelos teóricos de organização e administração ao processo de dar sentido às coisas.
Para entender melhor, vale utilizar o exemplo utilizado por Steward Clegg, que compara o processo de sensemaking ao de dirigir: quando se está dirigindo, se coleta informações do ambiente como pedestres, trânsito e placas de sinalização e dá-se sentido a todas estas informações para tomar decisões de para onde levar o carro.
Os estudiosos Goia& Chittipeddidestacam a importância do sensemakingdentro do contexto organizacional. Esses autores procuram demonstrar como essa prática pode ser utilizada para facilitar o entendimento e absorção de grandes mudanças estratégicas dentro daorganizaçãode forma a garantir seu alinhamento.
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Para entender melhor esse processo, os autores utilizam dois termos, o sensemakinge o sensegiving. Ao determinar uma grande mudança estratégica, as mais diversas fontes são consultadas (membros, concorrentes, stakeholders, consultores) com objetivo de obter insumos para enriquecer sua visão a fim de formular essa mudança. Ou seja, por meio desse processo de cognição e de entendimento procura-seatribuir sentido, essa parte do processo fica caracterizadacomo sensemaking.
Terminada a formulação da mudança estratégica, cabe ao responsável comunicá-la. Essa outra etapa desse processo, sensegiving,é caracterizadapor transmitir aos demais essa modificação da estratégia da melhor maneiraa fim de que esses tenham interpretações pessoais viáveis da realidadee de forma a influenciá-los.
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No entanto, o que proporciona o buscado alinhamento estratégico é que após a comunicação inicial dessa mudança, as pessoas que receberam o sensegivingpossivelmente atribuirãonovos sentidos a essa estratégia, devido a diferente interpretação que cada indivíduo possui, e a partir disso irão comunicar essa estratégica de acordo com sua visão.
Como é possível observar, esse ciclo entre sensemakinge sensegivingé contínuo. A cada nova etapa as pessoas entram em contato com uma visão da estratégia que cada vez mais está se tornando uniforme dentro da organização. A partir disso, é possível através do sensemaking, promover a formulação e o alinhamento da nova estratégia dentro das organizações ao tornar o entendimento dessa comum aos seus membros.
O texto do Grupo 5 sobre Sensemaking se mostra muito interessante. Ele explicita o modo pelo qual a alta hierarquia organizacional procura sentido na gestão e agentes diretos na empresa, para formular uma estratégia/cultura empresarial alinhada e enfim comunicá-la novamente aos Stakeholders e agentes.
Isso significa que qualquer mudança cultural nas organizações pode ser melhor implementada se levada em consideração junto ao Sensemaking. Mudanças culturais costumam ser muito complicadas de serem aderidas pela gestão nas empresas. Isso se deve ao fato de que uma vez "acostumados" e inseridos em algum aspecto cultural, os indivíduos já acharão comum e darão sentido às atividades envolvidas nesse aspecto cultural. Uma vez alterada a Cultura, os indivíduos não mais verão as atividades com consonância com a Estratégia da empresa ou com sentido de serem realizadas. Portanto, cabe a difusão da nova Cultura na gestão através do Sensegiving aos altos executivos (difusão "top-down").
Um exemplo a ser relacionado ao tema é a Responsabilidade Social.
Como explicitado na página de Responsabilidade Social, o conceito é um dos pilares da Sustentabilidade. A sustentabilidade está começando a ser difundida no mercado empresarial como um todo, de tal modo que as organizações começam a perceber não só a importância estratégica da inserção do conceito como também a importância existencial e causal por trás das atividades nele envolvidas.
Dessa maneira, a inserção de Responsabilidade Social nas empresas (RS Corporativa) deve ser levada não somente por iniciativas, mas o conceito deve ser permeado de forma consciente em todos os níveis estratégicos da organização.
A inserção de RS nas empresas, por estar ainda em período inicial, costuma enfrentar muitas dificuldades; uma vez que ainda não há Cultura dentro das organizações de modo a sustentar/ embasar a própria inserção de forma completa. Os indivíduos ainda não entendem o que significa a inserção de RS nas empresas, e, como não há inserção sem consciência tomada, as organizações acabam por começar a simplesmente adotar práticas socialmente responsáveis; o que, por definição, não é ter Responsabilidade Social Corporativa.
Uma vez que a RSC se dá quando os agentes econômicos desenvolvem a comunidade/sociedade de forma sustentável, ela só será existente em uma organização quando todas as atividades da gestão tiverem fundadas nos princípios que a regem. Isso significa uma mudança Cultural muito brusca, tendo em vista que o conceito é novo no mercado.
Por isso é importante utilizar do Sensemaking para inserir a Responsabilidade Social nas empresas.
Uma vez que é um grande impacto cultural inserir o conceito dentro da empresa, o Sensemaking poderá criar sentido à importância estratégica e existencial da iniciativa dentro da organização; além de comunicá-la a todos os Stakeholders e agentes envolvidos com a empresa.
Dessa maneira, analisa-se que se a inserção de RS nas empresas é de fato a conscientização e criação de cultura dentro da gestão que permeie e se fundamente no conceito, deve-se utilizar do Sensemaking como ferramenta para criar e dar sentido à inicitiva em qualquer organização, uma vez que somente dessa maneira que haverá a inserção de fato.
Como mudanças culturais têm como pré-disposição iniciativas "top-down" (alta hierarquia estratégica criar sentido ao resto da gestão), o sensemaking traduz a maneira como a inserção de Responsabilidade Social deve ser feito nas empresas de modo a atingir seu principal objetivo: conscientização e difusão.
O que é sensemaking?
Sensemaking é o nome dado pelos teóricos de organização e administração ao processo de dar sentido às coisas.
Para entender melhor, vale utilizar o exemplo utilizado por Steward Clegg, que compara o processo de sensemaking ao de dirigir: quando se está dirigindo, se coleta informações do ambiente como pedestres, trânsito e placas de sinalização e dá-se sentido a todas estas informações para tomar decisões de para onde levar o carro.
Os estudiosos Goia& Chittipeddidestacam a importância do sensemakingdentro do contexto organizacional. Esses autores procuram demonstrar como essa prática pode ser utilizada para facilitar o entendimento e absorção de grandes mudanças estratégicas dentro daorganizaçãode forma a garantir seu alinhamento.
Para entender melhor esse processo, os autores utilizam dois termos, o sensemakinge o sensegiving. Ao determinar uma grande mudança estratégica, as mais diversas fontes são consultadas (membros, concorrentes, stakeholders, consultores) com objetivo de obter insumos para enriquecer sua visão a fim de formular essa mudança. Ou seja, por meio desse processo de cognição e de entendimento procura-seatribuir sentido, essa parte do processo fica caracterizadacomo sensemaking.
Terminada a formulação da mudança estratégica, cabe ao responsável comunicá-la. Essa outra etapa desse processo, sensegiving,é caracterizadapor transmitir aos demais essa modificação da estratégia da melhor maneiraa fim de que esses tenham interpretações pessoais viáveis da realidadee de forma a influenciá-los.
No entanto, o que proporciona o buscado alinhamento estratégico é que após a comunicação inicial dessa mudança, as pessoas que receberam o sensegivingpossivelmente atribuirãonovos sentidos a essa estratégia, devido a diferente interpretação que cada indivíduo possui, e a partir disso irão comunicar essa estratégica de acordo com sua visão.
Como é possível observar, esse ciclo entre sensemakinge sensegivingé contínuo. A cada nova etapa as pessoas entram em contato com uma visão da estratégia que cada vez mais está se tornando uniforme dentro da organização. A partir disso, é possível através do sensemaking, promover a formulação e o alinhamento da nova estratégia dentro das organizações ao tornar o entendimento dessa comum aos seus membros.
TEXTO INTEGRATIVO - GRUPO 10 - 09/06/2010
(Sensemaking + Responsabilidade Social)
LINK
O texto do Grupo 5 sobre Sensemaking se mostra muito interessante. Ele explicita o modo pelo qual a alta hierarquia organizacional procura sentido na gestão e agentes diretos na empresa, para formular uma estratégia/cultura empresarial alinhada e enfim comunicá-la novamente aos Stakeholders e agentes.
Isso significa que qualquer mudança cultural nas organizações pode ser melhor implementada se levada em consideração junto ao Sensemaking. Mudanças culturais costumam ser muito complicadas de serem aderidas pela gestão nas empresas. Isso se deve ao fato de que uma vez "acostumados" e inseridos em algum aspecto cultural, os indivíduos já acharão comum e darão sentido às atividades envolvidas nesse aspecto cultural. Uma vez alterada a Cultura, os indivíduos não mais verão as atividades com consonância com a Estratégia da empresa ou com sentido de serem realizadas. Portanto, cabe a difusão da nova Cultura na gestão através do Sensegiving aos altos executivos (difusão "top-down").
Um exemplo a ser relacionado ao tema é a Responsabilidade Social.
Como explicitado na página de Responsabilidade Social, o conceito é um dos pilares da Sustentabilidade. A sustentabilidade está começando a ser difundida no mercado empresarial como um todo, de tal modo que as organizações começam a perceber não só a importância estratégica da inserção do conceito como também a importância existencial e causal por trás das atividades nele envolvidas.
Dessa maneira, a inserção de Responsabilidade Social nas empresas (RS Corporativa) deve ser levada não somente por iniciativas, mas o conceito deve ser permeado de forma consciente em todos os níveis estratégicos da organização.
A inserção de RS nas empresas, por estar ainda em período inicial, costuma enfrentar muitas dificuldades; uma vez que ainda não há Cultura dentro das organizações de modo a sustentar/ embasar a própria inserção de forma completa. Os indivíduos ainda não entendem o que significa a inserção de RS nas empresas, e, como não há inserção sem consciência tomada, as organizações acabam por começar a simplesmente adotar práticas socialmente responsáveis; o que, por definição, não é ter Responsabilidade Social Corporativa.
Uma vez que a RSC se dá quando os agentes econômicos desenvolvem a comunidade/sociedade de forma sustentável, ela só será existente em uma organização quando todas as atividades da gestão tiverem fundadas nos princípios que a regem. Isso significa uma mudança Cultural muito brusca, tendo em vista que o conceito é novo no mercado.
Por isso é importante utilizar do Sensemaking para inserir a Responsabilidade Social nas empresas.
Uma vez que é um grande impacto cultural inserir o conceito dentro da empresa, o Sensemaking poderá criar sentido à importância estratégica e existencial da iniciativa dentro da organização; além de comunicá-la a todos os Stakeholders e agentes envolvidos com a empresa.
Dessa maneira, analisa-se que se a inserção de RS nas empresas é de fato a conscientização e criação de cultura dentro da gestão que permeie e se fundamente no conceito, deve-se utilizar do Sensemaking como ferramenta para criar e dar sentido à inicitiva em qualquer organização, uma vez que somente dessa maneira que haverá a inserção de fato.
Como mudanças culturais têm como pré-disposição iniciativas "top-down" (alta hierarquia estratégica criar sentido ao resto da gestão), o sensemaking traduz a maneira como a inserção de Responsabilidade Social deve ser feito nas empresas de modo a atingir seu principal objetivo: conscientização e difusão.